quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Terça-feira, Outubro 03, 2006


Preso que nem cão, atrelado. Rugia por todo o lado. Suava mais alto que o vento e o meu cheiro entranhava-se na água que bebia.
Nesse dia jurei a mim mesmo que não voltava a cometer o erro. O erro que não interessa.
Um erro é um erro. E o erro isola. O erro exclui. O erro divide, chuta, magoa, aponta, esquarteja, dilacera, moí,corroí a mais ínfima parte do corpo, o mais intimo órgão das tuas ideias, ordinárias ideias e tudo o que gostas e que te rodeia.
Fiquei só com o pouco que não pouco era mais que muito.
O erro consumiu tudo.
Pensamentos ordinários que não se escrevem sozinhos. Pensamentos aculturados, mal interpretados, estúpidos e ridículos para tantos.
Mas aqui acorrentado, olho em frente, lembro-me do passado.
Olho para traz, lembro-me dos sonhos que me guiavam, que me empurravam, que me faziam crer que era possível, que me faziam acreditar que as pessoas não eram lixo, miseráveis, mesquinhos. Não passava de uma fase. Que a crise se vencia, que o mundo mudava.

Inocente criança. Esses sonhos inocentes que nos fazem crescer. Ainda bem que neles acreditei. Acorrentado, ergo a cabeça, olho nos olhos do mundo e não tenho vergonha.

Malvados...


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